segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Eleições Universitárias e Cargos de Direcção

Com algumas reformas nas universidades, vêem algumas mexidas que acho importantes, especialmente nos cargos de chefia universitários.
Acho que é positivo que os estudantes e funcionários deixem de poder votar para a eleição do reitor. O tipo de eleição que existia era tudo menos democrático. Alguns poderam ficar espantados com esta minha afirmação mas vejamos.. A democracia é a governação do "povo" para o "povo". A força da democracia nasce de que "qualquer cidadão" pode ser eleito pelos outros cidadões. Ora bem, um "estudante" ou um "funcionário" pela especificidade do cargo não são elegiveis a reitores, assim sendo, não consigo perceber porque hão-de interferir no processo. Seria como os Espanhoís, pudessem votar nas eleições portuguesas (e vice-versa) porque simplesmente os dois países partilham a mesma fronteira.
Outra aspecto importante que caiu, apenas o investigadores e professores no topo de carreira poderem exercer tal cargo. Isto não só reduz a quantidade de candidatos mas a possibilidade de ter um "bom" reitor. Quem garante algum dos poucos candidatos em topo de carreira têm perfil para serem reitores? (Para ver o que considero um bom perfil, ver o post que coloquei sobre a história da Uni. de Stanford.)
Por outro lado, ao colocar-se pessoas no "topo da sua carreira" como reitores é tornar o lugar como figura puramente "ilustrativa", pois passa a ser visto como uma pré-reforma por pessoas com uma certa idadea e não um lugar de actividade e estratégia que faz falta a muito boas universidades.

Assim, defendo que qualquer cargo directivo, reitor, director, presidentes departamentos e centros de investigação diga apenas respeitos aos "doutores" mas que seja aberto a "qualquer doutor" que esteja a trabalhar naquela instituição.

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