É normal ouvir a critica de que com Bolonha e a redução das licenciaturas de 5 para 3 anos os alunos vão aprender menos e ficar mais ignorantes. Se os países Nórdicos e os Anglo-saxónicos foram dos pioneiros em aplicar um sistema deste género, serão todos eles ignorantes? Os últimos indicadores de sucesso escolar, de desenvolvimento económico e social apontam no sentido contrário. Enquanto, estes países têm tido niveís de desenvolvimento elevados, os de Portugal ficam sempre no fim da lista Europeia. É também curiso observar que o último Nobel atribuido a um português nas áreas da Física, da Quimica, da Medicina ou da Economia foi atribuido há 50 anos.
Assim, com mais humildade e imparcialidade teremos que admitir que o sistema universitário português pré-Bolonha estava gravemente doente e sem resultados positivos. Porque não tentar e aceitar um sistema que tem tido sucesso noutros países Europeus?
terça-feira, 23 de outubro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Flexisegurança.
A última manifestação da contra a Flexisegurança fez-me investigar melhor sobre o assunto... Encontrei estes dois sites, o primeiro um blog de um português na Dinamarca e o segundo um artigo escrito pelo primeiro-ministro dinamarquês que colocou na prática o sistema:
http://flexiseguranca.blog.pt/
http://www.aarp.org/research/international/perspectives/apr_07_flexicurity.html
Ao ler estes dois cheguei as seguintes conclusões:
1. A Flexisegurança não o "bicho-papão" que os sindicatos querem passar. (Parece-me que estão desactualizados ao mundo modermo)
2. A Flexisegurança em Portugual não pode ser só flexibilidade, pois isso seria aplicar um sistema liberal e não a Flexisegurança. Como também não pode ser só segurança porque isso seria aplicar um sistema de subsidio-dependência.
3. A Flexisegurança em Portugal deve ser alterado na medida que em pode ser melhorado em relação à sua origem dinamarquesa, ou seja, questionar o que falhou no modelo Dinarmaquês e aperfeiçoar
4. Para a implementação da Flexisegurança em Portugal é preciso acabar com as recentes "taxas sociais", propinas nas universidades, taxas moderadoras nos hospitais, etc... É aqui que está (parcialmente) a "segurança", mesmo desempregado, um cidadão continua a ter acesso livre à educação e à saúde.
5. A Flexisegurança parece-me um bom caminho para o mercado laboral do séc. XXI, no entanto, pode não ser o único e talvez a solução esteja num sistema ainda mais aperfeiçoado.
http://flexiseguranca.blog.pt/
http://www.aarp.org/research/international/perspectives/apr_07_flexicurity.html
Ao ler estes dois cheguei as seguintes conclusões:
1. A Flexisegurança não o "bicho-papão" que os sindicatos querem passar. (Parece-me que estão desactualizados ao mundo modermo)
2. A Flexisegurança em Portugual não pode ser só flexibilidade, pois isso seria aplicar um sistema liberal e não a Flexisegurança. Como também não pode ser só segurança porque isso seria aplicar um sistema de subsidio-dependência.
3. A Flexisegurança em Portugal deve ser alterado na medida que em pode ser melhorado em relação à sua origem dinamarquesa, ou seja, questionar o que falhou no modelo Dinarmaquês e aperfeiçoar
4. Para a implementação da Flexisegurança em Portugal é preciso acabar com as recentes "taxas sociais", propinas nas universidades, taxas moderadoras nos hospitais, etc... É aqui que está (parcialmente) a "segurança", mesmo desempregado, um cidadão continua a ter acesso livre à educação e à saúde.
5. A Flexisegurança parece-me um bom caminho para o mercado laboral do séc. XXI, no entanto, pode não ser o único e talvez a solução esteja num sistema ainda mais aperfeiçoado.
sábado, 13 de outubro de 2007
Sobreiros vs Turismo
Foi com frustação que li a crónica do Professor Manuel Leite Monteiro, no Expresso Economia, de hoje, que favorece a construção turística em pról da destruição de montados.
Ao defender que o projecto de Benavente, iria "re-plantar" os sobreiros destruidos para a construção de um empreendimento turístico o Professor esquece que são necessários entre 20 a 30 após a plantação de um sobreiro para poder fazer a primeira extracção de cortiça da árvore.
O Professor defende que o projecto teria impacto positivo no turismo da região, não digo que não, mas é este tipo de impulsos economicos que Portugal precisa? Penso que seria um impulso muito mais forte para economia do País, deixar os sobreiros onde estão, criar centros de investigação focados no sobreiro e na cortiça e potenciar ao máximo a produção e as áreas de aplicabilidade da cortiça?
Parece-me que o Professor Manuel Leite Monteiro também se esqueceu que não basta haverem "hoteis" para existir turismo, é também necessário que existam "atracções turisticas". Se destruímos a paisagem portuguesa a construir hoteis e "selvas de pedras" começamos por reduzir o número de atracções de turisticas...
Fico frustado por ver uma visão de tão fraca estratégia para a economia portuguesa, que prefere que exista mais "um hotel comum" entre muitos (e melhores) no mundo, do que se aposte forte num produto "quase exclusivamente" português e em que Portugal tem a maior cota de exportação mundial.
Ao defender que o projecto de Benavente, iria "re-plantar" os sobreiros destruidos para a construção de um empreendimento turístico o Professor esquece que são necessários entre 20 a 30 após a plantação de um sobreiro para poder fazer a primeira extracção de cortiça da árvore.
O Professor defende que o projecto teria impacto positivo no turismo da região, não digo que não, mas é este tipo de impulsos economicos que Portugal precisa? Penso que seria um impulso muito mais forte para economia do País, deixar os sobreiros onde estão, criar centros de investigação focados no sobreiro e na cortiça e potenciar ao máximo a produção e as áreas de aplicabilidade da cortiça?
Parece-me que o Professor Manuel Leite Monteiro também se esqueceu que não basta haverem "hoteis" para existir turismo, é também necessário que existam "atracções turisticas". Se destruímos a paisagem portuguesa a construir hoteis e "selvas de pedras" começamos por reduzir o número de atracções de turisticas...
Fico frustado por ver uma visão de tão fraca estratégia para a economia portuguesa, que prefere que exista mais "um hotel comum" entre muitos (e melhores) no mundo, do que se aposte forte num produto "quase exclusivamente" português e em que Portugal tem a maior cota de exportação mundial.
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Re-formar?!
Hoje, a capa do Expresso Economia noticia a "reciclagem" de professores desempregados pela Critical Software. A noticia à partida parece positiva, no entanto, depois de ler mais um pouco sobre ela apercebo-me do erro atroz que vai ser cometido. Em primeiro lugar pela o conceito de "reciclagem". Será que um licendiado deve "reciclado" noutra área relativamente aquela se formou? A mim esta solução parece-me mais um "desperdicio de recursos" que outra coisa, ora vejmos, vão-se gastar recursos a re-formar pessoas que já têm uma formação especifica numa determinada área, em bastaria alguma criatividade para empregar essas pessoas nas empresas criando a partir delas uma mais-valia de conhecimento na própria empresa.
Porque não ter pessoas formadas em psicologia nas empresas para ajudar a "psicologia da empresa e dos seus trabalhadores"? Porque não ter pessoas formadas linguas para dar formação "linguista à empresa e aos seus trabalhadores" ou até mesmo para edição de documentos em linguas estrangeiras? Isto para não falar de que muitos produtos e serviços deveriar implicar um trabalho verdadeiramente interdisciplinar....
Para agravar este erro, parece-me que o "desenrascanço" português vai fazer das suas... Será que estes pessoas depois ter empregos nestas "novas áreas", com um custo inferior, tirando lugar aos "verdadeiros especialistas"? Vamos ter cada vez mais produtos e serviços feitos na base no "baixo-custo" e da "má-qualidade" em vez da "especialização" e da "qualidade"?
Parece-me um passo atrás no empreendorismo português....
Porque não ter pessoas formadas em psicologia nas empresas para ajudar a "psicologia da empresa e dos seus trabalhadores"? Porque não ter pessoas formadas linguas para dar formação "linguista à empresa e aos seus trabalhadores" ou até mesmo para edição de documentos em linguas estrangeiras? Isto para não falar de que muitos produtos e serviços deveriar implicar um trabalho verdadeiramente interdisciplinar....
Para agravar este erro, parece-me que o "desenrascanço" português vai fazer das suas... Será que estes pessoas depois ter empregos nestas "novas áreas", com um custo inferior, tirando lugar aos "verdadeiros especialistas"? Vamos ter cada vez mais produtos e serviços feitos na base no "baixo-custo" e da "má-qualidade" em vez da "especialização" e da "qualidade"?
Parece-me um passo atrás no empreendorismo português....
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