Nos meses quentes em Portugal, regressam as notícias dos incêndios e da incapacidade de muitos bombeiros os combaterem. Nesta matéria o que mais causa estranheza é o "voluntariado" nesta actividade, não pelo facto de haverem pessoas que o façam (esses devem merecer todo o respeito e admiração) mas pelo facto de um Estado dar-se "ao luxo" de proteger o seu território através de "voluntariado".
Esta actividade, também conhecida como "os soldados da paz", tem o principal papel de proteger o território não de invações militares ou de ataques terroristas, mas sim "ataques de civis" e da própria natureza. É verdade que existe uma "Protecção Civil" mas a quem telefonamos quando temos uma inundação na nossa rua ou na nossa casa casa ou um incêndio nas redondezas? Aos bombeiros!
Parece-me que esta actividade é de tal importância para a socidade para que esteja fortemente dependente de um "voluntariado". Causa-me estranheza que ande o Estado preocupado a defender a sua posição em determinadas empresas, posição essa que acaba por ter uma consequência nula ou muito ténue na vida quotidiana de um qualquer cidadão, mas que não se preocupe em fortalecer esta actividade tão vital para a vida quotidiana dos cidadãos e para a própria protecção do território, tornando-a cada vez mais profissional, com cada vez melhor formação e com maior apoio económico.
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