domingo, 16 de setembro de 2007

Incentivos à Natalidade.

No outro dia ouvi uma notícia na rádio que achei interessante: aumento dos subsídios para apoiar a natalidade.
Esta medida é verdadeiramente paradoxal. Os salários em Portugal são baixos criando dificuldades aos casais mais jovens que querem ter filhos, e quando os têm, a terem mais do que um. O horário semanal de trabalho é longo, o que torna dificil o quotidiano e a educação dos filhos. O ensino em Portugal tem custos elevados. O custo da saúde em Portugal também tem aumentado. Os empregadores dificultam a vida às mulheres grávidas, chegando muitas vezes a despedi-las.
Perante estes desincentivos todos os Estado Português decide aumentar os subsídios numa tentativa de aumentar a natalidade. Não será isto uma tentative de matar a fome com umas migalhas? Não deveria o Estado tentar dar melhores apoios educativos e de saúde às crianças e aos jovens? Incentivar à formação especializada de maneira a que uma entidade empregadora se recuse a colocar uma mulher grávida no desemprego devido à sua mais valia na empresa? E a justiça funciona nestes casos?
Algmas destas questões não envolvem directamente o Estado e estão na responsabilidade dos empregadores, no entanto, em vez de "atribuir subsídios" acho que seria mais útil o Estado Português legislar e criar/melhorar infrastruturas para apoiar e incentivar a natalidade.

2 comentários:

José Carrancudo disse...

Além de atribuir os subsídios, devemos garantir os direitos das mães: uma maior eficácia na protecção de trabalhadoras grávidas
(horários de trabalho reduzidos, protecção do emprego); o direito a uma licença sem vencimento pós-parto, de 3 anos.

alvares disse...

Concordo na garantia "dos direitos de mãe" mas questiono a parte dos "subsídios"... Se em Portugal em vez de se ter um ordenado mínimo de 403 euros mas de 700/800 euros e mesmo subindo ligeiramente o custo de vida actual, faria sentido ter "subsídios"?
Ouvi algures, que segundo um estudo, as mulheres alemãs não têm mais filhos porque não querem ter, as portuguesas não têm mais filhos porque não têm condições económicas que o permitam.