sábado, 13 de outubro de 2007

Sobreiros vs Turismo

Foi com frustação que li a crónica do Professor Manuel Leite Monteiro, no Expresso Economia, de hoje, que favorece a construção turística em pról da destruição de montados.
Ao defender que o projecto de Benavente, iria "re-plantar" os sobreiros destruidos para a construção de um empreendimento turístico o Professor esquece que são necessários entre 20 a 30 após a plantação de um sobreiro para poder fazer a primeira extracção de cortiça da árvore.
O Professor defende que o projecto teria impacto positivo no turismo da região, não digo que não, mas é este tipo de impulsos economicos que Portugal precisa? Penso que seria um impulso muito mais forte para economia do País, deixar os sobreiros onde estão, criar centros de investigação focados no sobreiro e na cortiça e potenciar ao máximo a produção e as áreas de aplicabilidade da cortiça?
Parece-me que o Professor Manuel Leite Monteiro também se esqueceu que não basta haverem "hoteis" para existir turismo, é também necessário que existam "atracções turisticas". Se destruímos a paisagem portuguesa a construir hoteis e "selvas de pedras" começamos por reduzir o número de atracções de turisticas...

Fico frustado por ver uma visão de tão fraca estratégia para a economia portuguesa, que prefere que exista mais "um hotel comum" entre muitos (e melhores) no mundo, do que se aposte forte num produto "quase exclusivamente" português e em que Portugal tem a maior cota de exportação mundial.

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